sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Você é a cilada e eu sou o Bino.

Às vezes penso em mil coisas legais que sinto pra te dizer, mas sei que seria loucura.
Seria loucura dizer e até não dizer.

Você não sabe de nada, nem vai conseguir entender, mas, de fato, és a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos.

Eu sei que eu não deveria esperar nada, e na maior parte do tempo eu consigo cumprir com isso, mas,  só te peço uma coisa, me deixa gostar de você assim desse meu jeito bonito, não me pede e nem me deixa gostar diferente. Até o último dia possível. Por favor.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Esse é o problema com o amor: ou ele vira cobrança e ninguém tem mais paz, ou então ele vira rotina e as pessoas morrem de tédio.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Eu sou apenas a garota angustiada, de tremedeira na existência, de maxilares travados de tanto que dói gostar tanto de tudo. Eu sou apenas a garota que tenta ser amada. E sou profundamente amada por alguns meses, até o garoto segurar firme a minha mão e dizer que apesar de sermos legal não dá mais. E então eu me pergunto se não deveria lobotomizar meu cérebro pra pensar menos, lobotomizar meu coração pra sentir menos, lobotomizar meu espírito pra estar agora menos obcecada por tudo. E então eu falaria pouco, exerceria minha profissão de forma bem sonsa sem me importar com nada e você poderia me dar a sua mão magrela e nós andaríamos juntos, mas se fosse assim pra onde iria o amor?

Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

É isto, nada além

É isto, nada além: um dia as pessoas morrem na gente. Pode ser um amigo que parece não se importar mais ou então aquele que telefona só quando quer ajuda, um amor que gastou todas as chances que tinha e nem toda dedicação do mundo comoveu, um primo de longe, qualquer um. Pode ser a criança que um dia morou dentro da gente, o sujeito que viajou pra longe sem dar adeus ou dizer que ia ou o visitante que chegou e nem ao menos deu um oi. Um dia as pessoas morrem na gente. Pode ser um dia qualquer, como hoje ou ontem ou a terça passada, um dia de agosto ou no meio do carnaval, um dia de formatura ou até no ano novo, um dia de vento sul ou calor dos infernos, de vestido curto ou jeans surrado, de boca nervosa ou falta de apetite, de cabelo desgrenhado ou os cachos no lugar. Um dia as pessoas simplesmente morrem na gente, e a gente esquece as tardes divertidas que passou no boteco, a esperança que alimenta quando ainda não viveu muito, a promessa de nunca esquecer; a gente esquece que um dia quis ficar junto pra sempre, que jurou um monte de coisas, que registrou em fotografias uma penca de momentos bonitos, que acreditou em tudo ou, exatamente como o Chico ensinou naquela canção, que ajeitou o nosso caminho pra encostar no caminho do outro. A gente faz força pra esquecer, porque sabe que precisa. A gente faz força pra esquecer, porque sabe que precisa. É isto, nada além: um dia as pessoas morrem na gente, embora continuem vivinhas da silva.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

quando o longe ainda é perto

Foi pouco tempo, e bastou pra que eu percebesse que eu amava mesmo o modo como os teus olhos piscam e o modo como eles são pequenininhos. Alguns momentos de fragilidade e bastou para que eu quisesse cuidar de você por toda uma vida!Essa falta de você é tão funda e estranha, começa pelos pés. Você é a saudade que eu não consigo não ter, e de repente fico rindo à toa, na tentativa de recuperar nossos momentos. Numa maneira de fugir de não ter um perfume que não se esquece, não ter o seu ritmo sempre doce, não ter seu amor pra onde quer que eu fosse... Não ter essa hora tão mágica, não ter o carinho que eu preciso. Ou de não admitir que você foi o maior dos meus erros, e o maior dos enganos, a maldade que só me fez bem. Loucura? Talvez. Você sabe que eu nunca fui muito normal mesmo... E acordo decidida a te esquecer, depois de só achar motivo pra levantar pensando em você. E quando decido que estou ótima e nem te amava tanto assim, no meio da madrugada ou de uma parada de ônibus lotada me vem a lembrança de mil coisas que não se parecem em nada com não amar. É como se, por metade de um segundo, eu vivesse tudo de novo! E durmo quando o sono já não me deixa viva, adormeço com você no meio dos meus cabelos. Do modo como eu te quero: aqui, bem aqui, no meio dos meus braços, lábios e seios. Com teu sorriso bobo, com teu abraço que me fazia quase segura, com a mão na minha nuca, e a pele quente que me fazia tremer, com todas as horas que eram minhas e tuas, e as brincadeiras que só a gente entendia. Ah, ninguém nunca vai entender!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

ânsia

Quero dormir ao seu lado e fazer suas compras e carregar suas sacolas e lhe dizer o quanto eu amo estar com você. Eu quero brincar de esconde-esconde e lhe dar minhas roupas e lhe dizer que eu gosto dos seus sapatos e me sentar na escada enquanto você toma banho e massagear seu pescoço e beijar seus pés e segurar sua mão e sair pra comer e não me importar quando você comer a minha comida e me encontrar com você e falar sobre como foi o dia e carregar suas caixas e rir da sua paranóia e assistir a bons filmes e assistir a filmes horríveis e reclamar do rádio e tirar fotos de você quando você estiver dormindo e levantar pra lhe trazer café e torradas e geléia e contar para você o programa de TV que eu vi na noite passada e ir com você ao oculista e não rir das suas piadas e desejá-lo de manhã mas deixá-lo dormir mais um pouco e beijar suas costas e acariciar sua pele e lhe dizer o quanto eu amo seu cabelo seus olhos seus lábios seu pescoço sua bunda sua
e me preocupar quando você estiver atrasado e me surpreender quando você chegar mais cedo e me desculpar quando eu estiver errada e ficar feliz quando você me perdoar e olhar suas fotos e desejar tê-lo conhecido desde sempre e ouvir sua voz no meu ouvido e sentir sua pele na minha pele e ficar assustada quando você se zangar e um dos seus olhos ficar vermelho e o outro azul e seu rosto parecer oriental e lhe dizer que você é deslumbrante e abraçá-lo quando você estiver ansioso e segurá-lo quando você se machucar e desejá-lo toda vez que eu sentir seu cheiro e magoá-lo quando eu tocar em você e choramingar quando não estiver e cobri-lo de noite e sentir frio quando você tirar meu cobertor e calor quando você não o tirar e me derreter quando você sorrir e me dissolver quando você gargalhar e não entender por que você acha que eu o estou rejeitando quando eu não o estou rejeitando e me perguntar como você pôde achar que alguma vez eu o rejeitei e me perguntar quem é você e aceitá-lo de qualquer jeito e escrever poemas para você e me perguntar por que você não acredita em mim e ter um sentimento tão profundo que eu não consiga encontrar palavras para expressá-lo e segurá-lo na cama quando você tiver que ir embora e chorar feito criança quando você finalmente for embora e lhe comprar presentes que você não gosta e levá-los de volta e andar pela cidade achando que ela está vazia sem você e querer o que você quiser e achar que estou me perdendo  mas saber que estou seguro quando estou com você e lhe contar o que eu tenho de pior e tentar lhe dar o que eu tenho de melhor simplesmente porque é isso que você merece e responder às suas perguntas  quando eu teria preferido não responder a elas e lhe dizer a verdade mesmo quando eu não o queira e tentar ser honesta por que eu sei que você prefere assim e achar que está tudo acabado mas demorar-me por mais uns dez minutos ao menos antes de você me expulsar da sua vida e se esquecer de mim e tentar ficar mais perto de você porque é maravilhoso aprender a conhecê-lo e vale a pena o esforço e fazer amor com você às três da manha e de algum modo de algum modo de algum modo expressar um pouco deste esmagador imortal irresistível incondicional envolvente revigorante vivificante ininterrupto infindável amor que eu sinto por você.