terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Esse é o problema com o amor: ou ele vira cobrança e ninguém tem mais paz, ou então ele vira rotina e as pessoas morrem de tédio.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Eu sou apenas a garota angustiada, de tremedeira na existência, de maxilares travados de tanto que dói gostar tanto de tudo. Eu sou apenas a garota que tenta ser amada. E sou profundamente amada por alguns meses, até o garoto segurar firme a minha mão e dizer que apesar de sermos legal não dá mais. E então eu me pergunto se não deveria lobotomizar meu cérebro pra pensar menos, lobotomizar meu coração pra sentir menos, lobotomizar meu espírito pra estar agora menos obcecada por tudo. E então eu falaria pouco, exerceria minha profissão de forma bem sonsa sem me importar com nada e você poderia me dar a sua mão magrela e nós andaríamos juntos, mas se fosse assim pra onde iria o amor?



Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois

sábado, 4 de junho de 2016

a minha gratidão é uma pessoa

Depois de pensar um pouco,
ela viu que não havia mais motivo e nem razão
e pôde perdoá-lo.

É fácil culpar os outros,
mas a vida não precisa de juízes a questão é:
sermos razoáveis.

E por isso voltou pra quem sempre amou, mesmo levando a dor daquela mágoa
e segurando a sua mão sentiu sorrir seu coração
e amou como nunca havia amado.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

É isto, nada além

É isto, nada além: um dia as pessoas morrem na gente. Pode ser um amigo que parece não se importar mais ou então aquele que telefona só quando quer ajuda, um amor que gastou todas as chances que tinha e nem toda dedicação do mundo comoveu, um primo de longe, qualquer um. Pode ser a criança que um dia morou dentro da gente, o sujeito que viajou pra longe sem dar adeus ou dizer que ia ou o visitante que chegou e nem ao menos deu um oi. Um dia as pessoas morrem na gente. Pode ser um dia qualquer, como hoje ou ontem ou a terça passada, um dia de agosto ou no meio do carnaval, um dia de formatura ou até no ano novo, um dia de vento sul ou calor dos infernos, de vestido curto ou jeans surrado, de boca nervosa ou falta de apetite, de cabelo desgrenhado ou os cachos no lugar. Um dia as pessoas simplesmente morrem na gente, e a gente esquece as tardes divertidas que passou no boteco, a esperança que alimenta quando ainda não viveu muito, a promessa de nunca esquecer; a gente esquece que um dia quis ficar junto pra sempre, que jurou um monte de coisas, que registrou em fotografias uma penca de momentos bonitos, que acreditou em tudo ou, exatamente como o Chico ensinou naquela canção, que ajeitou o nosso caminho pra encostar no caminho do outro. A gente faz força pra esquecer, porque sabe que precisa. A gente faz força pra esquecer, porque sabe que precisa. É isto, nada além: um dia as pessoas morrem na gente, embora continuem vivinhas da silva.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

quando o longe ainda é perto

Foi pouco tempo, e bastou pra que eu percebesse que eu amava mesmo o modo como os teus olhos piscam e o modo como eles são pequenininhos. Alguns momentos de fragilidade e bastou para que eu quisesse cuidar de você por toda uma vida!Essa falta de você é tão funda e estranha, começa pelos pés. Você é a saudade que eu não consigo não ter, e de repente fico rindo à toa, na tentativa de recuperar nossos momentos. Numa maneira de fugir de não ter um perfume que não se esquece, não ter o seu ritmo sempre doce, não ter seu amor pra onde quer que eu fosse... Não ter essa hora tão mágica, não ter o carinho que eu preciso. Ou de não admitir que você foi o maior dos meus erros, e o maior dos enganos, a maldade que só me fez bem. Loucura? Talvez. Você sabe que eu nunca fui muito normal mesmo... E acordo decidida a te esquecer, depois de só achar motivo pra levantar pensando em você. E quando decido que estou ótima e nem te amava tanto assim, no meio da madrugada ou de uma parada de ônibus lotada me vem a lembrança de mil coisas que não se parecem em nada com não amar. É como se, por metade de um segundo, eu vivesse tudo de novo! E durmo quando o sono já não me deixa viva, adormeço com você no meio dos meus cabelos. Do modo como eu te quero: aqui, bem aqui, no meio dos meus braços, lábios e seios. Com teu sorriso bobo, com teu abraço que me fazia quase segura, com a mão na minha nuca, e a pele quente que me fazia tremer, com todas as horas que eram minhas e tuas, e as brincadeiras que só a gente entendia. Ah, ninguém nunca vai entender!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Eu quero saber mais do que você faz no seu dia, meu bem. Eu quero saber o quanto de ti pode ser meu. Eu quero saber se você é capaz de amar o suficiente pra entender tudo isso. Se o teu sonho te faz mover ou te derruba. Eu quero saber, meu bem, se você sangra quando se depara com as injustiças do mundo declaradas no horário nobre da televisão. E se depois de um dia cheio, você vai aparecer apesar da tempestade de meteoritos que cai lá fora. Eu quero saber, meu bem, se no dia que eu chorar em pranto e estiver prestes a acabar com tudo se você vai te esquecer e me deixar descansar no teu peito. Eu quero saber a cerca da sua coragem. E se caminharmos por horas lado a lado e em silêncio se você teria vontade de me dar um abraço por alguns minutos. Eu quero saber mais do que você faz no seu dia, meu bem.