Queria começar dizendo que mudanças me dói um tanto. Nossa, eu sofro, e sofro muito com elas. Isso pode soar horrível, eu sei, mas é algo que eu realmente não consigo lidar, me paralisa e me deixa num estado de reflexão infinito que eu nunca acho a saída, não tem uma sinalização fácil para o fim do meu sofrimento. O que chega a ser até engraçado, porque analisando a minha vida e tudo que já (sobre)vivi não parece que tudo me toma desse jeito, mas toma. Eu sei que vai dar pra seguir, eu sei que vou me adaptar, eu sei que os laços as vezes se desfazem, eu sei que é o ciclo da vida, e tudo tem uma razão e blábláblá. Eu sei. Eu sei tudo isso. Mas o tanto que dói ver tudo acontecer, e enlouquecer com o silêncio, e tentar entender, e desistir de entender, e aceitar, nossa. Me cansa. E dói. Eu perco o sono. Eu deixo de ser eu um minuto pra conseguir entender a nova atmosfera, e aí graça e espontaneidade vira uma cautela absurda, e surge um novo eu, que eu nem gosto muito, e um novo vc, que me faz sentir tanta falta do antigo vc. Tudo isso em meio de uma dor terrível e uma vontade de voltar, voltar pro último instante de paz em que tudo parecia estar no lugar. Queria dizer que sinto falta de você, e que no meio de toda essa confusão eu só espero e desejo que eu só esteja louca, que seja apenas uma avalanche de hormônios dessa merda de TPM e que a parte boa ainda esteja aqui. Ainda esteja em nós. E se não tiver, eu sei, vai mudar e eu vou sofrer. Mas também sei que sobreviverei. Mas ainda te espero segunda se você vier.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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