quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Para todos aqueles que realmente importam:

Eles estão sempre lá. Desejando ou não a presença deles, estando presentes ou não, estão sempre comigo. Mais próximos do que se tivéssemos nascido da mesma mãe e compartilhássemos o mesmo sangue. Dividimos a mesma paixão e quase sempre os mesmos objetivos. Unidos em busca de uma meta, seguimos juntos numa trajetória cheia de desunião e desentendimentos. Mas as coisas só funcionam assim mesmo entre a gente. Quanto mais discutimos e encontramos pontos divergentes entre nós, mais os laços se apertam. E se transformarão em nós que, penso eu, serão impossíveis de serem desatados com o passar do tempo. Eu os amo exatamente por cada coisinha que não suporto em cada um. Suportando as diferenças é que aprendemos a conviver juntos e a conhecer cada vez mais uns aos outros.
Quando a situação chega no limite onde todos perdem o controle, eu paro e digo a mim mesma: "É exatamente aqui nesse lugar e com essas pessoas que eu quero estar!"
A minha existência (resistência, sobrevivência...) está ligada a vocês para todo o sempre.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tem gente que não sabe esperar...

Post roubado, muito bom realmente...

"Eu: Olha, eu já decidi. Se em uns três anos a vida não melhorar, meto uma bala na cabeça.

Conhecida encontrada no shopping: Três anos? Mas sempre melhora

Eu: É? Então por que existem os suicidas?

Conhecida: Vai ver eles deram um tempo menor, sei lá, uns dois meses.


Bem pensado..."

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pequenas ternuras

"Quem acorda de madrugada e estremece no desgosto de si mesmo ao lembrar que há muitos anos feriu a quem amava;
... quem se detém no caminho para contemplar a flor silvestre;
quem se ri das próprias rugas ou de já não agüentar subir uma escada como antigamente;
...
quem procura numa cidade os traços da cidade que passou, quando o que é velho era frescor e novidade;
quem se deixa tocar pelo símbolo da porta fechada;
... quem se comove ao ver passar de cabeça branca aquele ou aquela, mestre ou mestra, que foi a fera do colégio;
...
quem jamais negligencia os ritos da amizade;
quem guarda, se lhe derem de presente, a caneta e o isqueiro que não mais funcionam;
...
quem coleciona pedras, garrafas e folhas ressequidas;
quem passa mais de quinze minutos a fazer mágicas para as crianças;
... quem procura decifrar no desenho da madeira o hieróglifo da existência;
quem não se envergonha da beleza do pôr-do-sol ou da perfeição de uma concha;
quem se desata em riso à visão de uma cascata;
quem não se fecha à flor que se abriu de manhã;
quem se impressiona com as águas nascentes, com os transatlânticos que passam, com os olhos dos animais ferozes;
... quem visita sozinho os lugares onde já foi feliz ou infeliz;
... quem sente pena da pessoa amada e não sabe explicar o motivo;

todos eles são presidiários da ternura e,
mesmo aparentemente livres como os outros,
andarão por toda parte acorrentados,

atados aos pequenos amores da grande armadilha terrestre."

Paulo Mendes Campos

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Valeria a pena?

Valeria a pena perder
O que há de melhor no viver
Tentando esquecer
Alguém sem o qual não sei viver?
.
É minha hora de dizer
Dependendo de você
Saberei o que fazer
.
Onde é o meu lugar?
É você quem vai ditar
Ao seu lado posso estar
Ou distante, no infinito
Onde vou pensar finito
.
Mas como te esquecer
Se viver lembra você?

Schubert Maia
__________________________________________________________________
Porque o Schubiks escreveu esse poema, foda, ele merece ser postado..
amo vc Schubinhas .. valeria a pena sim..
por ela, não sei, mas valeria a pena morrer de amor, ou por amor..
Amo vc..

terça-feira, 15 de julho de 2008

.. Coisas que vc nunca irá ler ..

"sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor
pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava
no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus
como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando
você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma
praça então os meus braços não vão ser suficientes para
abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta coisa
que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você
sem dizer nada só olhando olhando e pensando meu deus
ah meu deus como você me dói vezenquando"

Caio Fernando Abreu

Eu nunca mais vou voltar

" ..quando disseste que a única coisa que havias desejado o dia inteiro era chorar sem salvação, num canto qualquer, sem motivo, sem dor, até mesmo sem vontade, de mágoa, de saudade, de vontade de voltar ... que querias chorar um três cinco sete dias sem parar sentindo vontade mansa de voltar.Não haviam permitido, inclusive eu."

(Caio Fernando Abreu. O ovo Apunhalado, O dia de ontem.)
_____________________________________________...E assim eu voltaria. Sem precisar de ninguém, sem precisar de ombros, das mãos, do beijo, da aceitação e das respostas de ninguém.

Mas, infelizmente, isso nunca vai acontecer. Quanto mais eu me aproximo do que seria a minha volta, mais longe eu estou de querer voltar. Quanto mais eu me recupero do que doeu tanto, menos vontade eu tenho de causar dor em alguém. Esse desejo incontrolável de voltar é apenas a vida me dizendo para andar pra frente e não voltar nunca mais...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Saudadezinha

Ainda que eu esteja numa fase bacana e sem nós no peito (o que por um lado é ruim pois a paz sempre me dá alguns quilinhos a mais e alguns textos a menos), resolvi embarcar num momento nostalgia.

Acho normal. Acho perfeitamente normal lembrar com carinho que você sempre dava um jeito de me mandar mensagens em datas festivas. Estivesse você casado ou namorando ou ilhado num templo budista, dava um jeito. Era como se dissesse, sem dizer “eu sei que já faz tempo, mas ainda amo você”.

Também me faz bem lembrar que você nunca, nunca, nunca se alterava. Trouxesse o garçom o pedido errado pela terceira vez.Você nunca estragava nossas noites. Eram tão raros os nossos momentos, você dizia, que eram para ser sempre bons. E de fato sempre eram.

Eu tenho saudade de mil coisas e todas essas mil coisas sempre caem na mesma única coisa de que eu tenho tanta saudade: sua leveza. Você me dizia que jamais iria me cobrar leveza, pois me amava intensa. E me pedia que fizesse exatamente o mesmo, ainda que ao contrário, por você. E eu não obedecia nunca, afinal, pessoas intensas não obedecem.

E assim nós seguimos, por alguns bons anos entrecortados, sendo tão parecidos ainda que tão atraídos mutuamente pelos nossos opostos. A gente era parecido principalmente porque topava as coisas mais malucas como, por exemplo, brincar que tinha acabado de se conhecer numa festa, ainda que tivesse ido junto para a festa. E por horas ficávamos nessa bobeira e nenhum dos dois ria. Até que alguém pedia, cansado, “já pode voltar ao normal? É que está me dando vontade de beijar você e eu não beijo desconhecidos”.

Eu tenho saudades de tudo. Da gente acordar sua vizinha de tanto rir de coisas bestas, da paciência que você tinha com meus quase três anos a menos, da mania que você tinha de arrumar minhas roupas em cima da cama enquanto eu tomava banho e de quando você apertava os ossinhos das minhas costas no escuro e falava, baixinho: “ai, como essa menina gosta de fazer drama!”.

Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.