terça-feira, 27 de dezembro de 2011

aline.

As vezes amar, não é o suficiente pra ficar juntos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

borboletas no estômago

A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: o que é que ele tem que brilha tanto? Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

mas tudo bem, tudo bem...

E mesmo sem te ver
acho até que estou indo bem
só apareço por assim dizer
quando convém aparecer
ou quando quero...


[...]
És parte ainda do que me faz forte
pra ser honesto
só um pouquinho infeliz..

Mas tudo bem, tudo bem, tudo bem..

lá vem, lá vem, lá vem de novo
acho que estou gostando de alguém
e é de ti, que não me esquecerei.. :)
~ Giz - Legião Urbana

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

não é fácil

É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora.Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.